O playbook da Mars Shot: como ligar visibilidade, credibilidade e tração comercial no B2B
- Martech Digital

Da essência ao contacto com o cliente
Há empresas que comunicam muito e continuam a crescer pouco. Não por falta de canais, mas por falta de ligação entre aquilo que dizem, a confiança que conseguem gerar e a forma como transformam atenção em oportunidade comercial.
O caso da Mars Shot ajuda a olhar para este ponto com mais clareza. Numa fase inicial de expansão, a empresa precisava de ganhar espaço junto de decisores empresariais, ao mesmo tempo que explicava uma proposta de valor fora das categorias mais tradicionais do mercado.
O desafio não estava apenas em aparecer. Estava em ser entendida como uma resposta atual e credível para empresas que procuram resultados rápidos e com impacto real no negócio.
É aqui que muitas PME se perdem: investem em presença, experimentam ferramentas e aumentam atividade, mas sem uma lógica clara que ligue mensagem, confiança e ação comercial.
“First things first”: clarificar a proposta de valor

A Mars Shot nasceu com uma ambição clara: ajudar organizações a resolver problemas de negócio com inteligência artificial, rapidez, criatividade e foco nas pessoas.
Mas essa ambição trazia um desafio imediato. A marca não encaixava de forma simples nos modelos habituais de consultoria, software house ou formação. Isso tornava a proposta mais difícil de enquadrar e exigia uma explicação mais clara do seu diferencial.
Além disso, a empresa precisava de falar para dois públicos distintos: líderes de negócio e líderes de equipas digitais. Precisava também de dar substância a conceitos novos, como o vibe coding, sem cair no hype ou em promessas vagas.
Na prática, o problema não era só de notoriedade. Era de enquadramento. Antes de escalar presença, era preciso tornar a proposta da Mars Shot clara, relevante e credível para quem decide.
Ganhar espaço no mercado também passa por ganhar validação
Num mercado onde tantas marcas prometem transformação, os sinais públicos de credibilidade continuam a fazer a diferença.
No caso da Mars Shot, uma estratégia de relações públicas B2B cumpriu esse papel:

A estratégia passou por trabalhar a proposta de valor da empresa em meios de negócios, generalistas e tecnologia, reforçando também o papel do seu Fundador e CEO, Hugo de Sousa como voz relevante na interseção entre IA, estratégia de negócio e inovação operacional.
Num contexto destes, o papel do fundador ganha ainda mais peso: quando a marca é nova, é muitas vezes a voz de quem a lidera que ajuda o mercado a interpretar a proposta, a dar-lhe contexto e a confiar mais depressa.
Press releases, artigos de opinião, entrevistas e podcasts deixaram assim de funcionar apenas como peças de comunicação. Passaram também a reforçar a credibilidade da marca, a dar-lhe consistência pública e a reduzir a distância entre a novidade da proposta e a confiança necessária para o mercado a levar a sério.
Quando isso acontece, a conversa comercial muda de contexto. A marca deixa de chegar ao mercado apenas com um discurso próprio e passa a circular com validação externa, presença editorial e maior capacidade de reconhecimento.
No B2B, essa diferença conta. Na prática, isso significa chegar ao mercado não apenas como uma empresa a pedir atenção, mas como uma marca que já circula com sinais públicos de relevância junto de quem decide.
Da tecnologia à tração: o que transformou atenção em oportunidades
Outra parte decisiva deste playbook esteve na forma como a Mars Shot ligou tecnologia à execução comercial. A empresa usou inteligência artificial para acelerar processos, testar mensagens, apoiar a preparação de reuniões e produzir conteúdo.
Do lado da prospeção, trabalhou uma base de 4.500 contactos validados e combinou esse esforço com contacto direto ao mercado; o rácio chegou a três pedidos de reunião em cada cinco telefonemas.
Mais importante do que a ferramenta foi esta disciplina com que a empresa leu a conversão. A empresa acompanhou o funil de forma concreta – lead, reunião, proposta, projeto – e foi ajustando a mensagem à medida que o mercado respondia.
Mais importante do que a ferramenta foi esta disciplina com que a empresa leu a conversão. A empresa acompanhou o funil de forma concreta – lead, reunião, proposta, projeto – e foi ajustando a mensagem à medida que o mercado respondia.
Essa lógica de iteração ajudou a dar direção à ação comercial e a usar melhor tanto a visibilidade como a tecnologia. Os números ajudam a tangibilizar esse percurso: cerca de 25 reuniões de prospeção por semana na fase de lançamento e meio milhão de euros ao fim de 12 meses.
Estes resultados não devem ser lidos como efeito de uma única ação, mas como resultado de uma abordagem coerente em que posicionamento, credibilidade pública, tecnologia e prospeção se reforçaram mutuamente.
Playbook para PMEs: lições que este caso deixa
O valor deste caso não está em copiar a forma, mas em perceber a lógica. O percurso da Mars Shot mostra que crescer com mais intenção exige clareza, consistência e uma ligação real entre confiança e ação comercial.
Assim:
- Clarifique antes de amplificar. Uma proposta nova precisa de ser entendida antes de ganhar escala.
- Credibilidade pública continua a contar. As relações públicas em B2B, incluindo a presença nos media, ajudam a reduzir fricção e a abrir espaço junto dos decisores certos.
- Tecnologia sem direção só acelera ruído. A IA cria valor quando serve uma estratégia clara e uma mensagem bem definida.
- Visibilidade só interessa quando gera movimento. Reuniões, propostas e negócio continuam a ser o teste mais importante.
- Crescimento pede alinhamento. Posicionamento, confiança e ação comercial ganham mais força quando trabalham na mesma direção.
No B2B, crescer não depende apenas de estar mais visível. Depende de ser mais claro, mais credível e mais fácil de escolher no momento certo. É também aí que uma estratégia de Relações Públicas B2B pode ajudar a dar mais consistência à forma como a marca ganha espaço no mercado.
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