
Quando mudar o logótipo não chega
Muitas PME só pensam em rebranding quando já não dá mais. Propostas que ninguém percebe, equipas desalinhadas, concorrentes mais claros, vendas que não reagem. E

Em vésperas de mais um ciclo político autárquico, muito se tem discutido sobre transportes, educação, segurança, limpeza urbana e muitos outros temas. Tudo relevante, mas há uma conversa que continua ausente do debate público: a identidade dos municípios. Quem somos enquanto território? O que representamos? Como queremos ser reconhecidos cá dentro e lá fora? Como nos posicionamos para atrair quem aqui vive, quem nos visita e quem investe? Estas não são questões de marketing, são questões de visão.
Muitos municípios ainda comunicam como se estivéssemos em 2005. Com uma abordagem centrada em obra feita e eventos pontuais, falam para prestar contas, não para criar envolvimento. Quem continua a comunicar para prestar contas, em vez de construir uma marca, está a desperdiçar o maior ativo que um município pode ter: a sua identidade. Mas hoje, gerir um município exige muito mais, exige marca, estratégia e propósito.
Mas há outra forma de olhar para os territórios, uma forma que vai além da comunicação institucional e que exige visão a longo prazo: o place branding. É a prática de pensar o território como uma marca: com valores, atributos e uma promessa clara. Não é fazer campanhas bonitas, é ter uma visão coerente e uma narrativa que una residentes, empresas, visitantes e talentos. Municípios que investem em place branding constroem reputação, criam orgulho e tornam-se mais competitivos. Estão mais preparados para atrair e reter pessoas. E mais do que isso: oferecem experiências mais humanas e coerentes a quem lá vive.
Lá fora, o caminho já começou há muito. Bilbao reinventou-se com o Guggenheim, não foi só um museu, foi uma afirmação de identidade. Barcelona transformou zonas industriais em ecossistemas de inovação, posicionando-se como município criativo e progressista. Amesterdão alia tecnologia e cultura local, apostando num crescimento que respeita a vida dos residentes.
E por cá? Também se vê mudança. Cascais é hoje reconhecido por investir numa comunicação cuidada e numa experiência integrada entre residentes e turistas. Oeiras assumiu uma identidade de inovação com a marca “Oeiras Valley”, apostando em atratividade para empresas e talento. Portimão tem investido em ferramentas que facilitam o empreendedorismo e na recuperação do seu património como ativo identitário. Não são campanhas, são decisões estratégicas que transformam o território.
Quando um município sabe o que representa, todos ganham. Os cidadãos sentem-se mais envolvidos, os serviços são comunicados com mais clareza, a atratividade aumenta e as decisões políticas passam a ter um fio condutor, um “norte” que orienta mais do que o calendário eleitoral. Este trabalho cria valor real, ajuda a construir comunidades com propósito e contribui para o desenvolvimento económico, social e cultural de forma sustentável.
Porque ainda não se faz? Porque dá trabalho, porque exige visão e porque, muitas vezes, confunde-se comunicação institucional com comunicação estratégica. As autarquias continuam presas a estruturas lentas, com pouca capacidade para pensar a longo prazo. Falta coragem para investir numa abordagem que não dá votos imediatos, mas que constrói um legado. Mas o futuro dos municípios não pode estar condicionado por ciclos eleitorais de quatro anos, tem de ser guiado por ideias que durem décadas.
Os municípios não são apenas espaços físicos, são comunidades com histórias, valores, ambições e desafios próprios. Gerir um município é também dar-lhe um rosto, uma voz, um sentido. O place branding é, por isso, uma ferramenta de liderança, não para aparecer mais, mas para ser mais. Não é sobre fazer barulho, é sobre fazer sentido. Quem lidera com propósito, constrói municípios onde todos sabem porque estão e para onde vão.

Muitas PME só pensam em rebranding quando já não dá mais. Propostas que ninguém percebe, equipas desalinhadas, concorrentes mais claros, vendas que não reagem. E

Há uma frase que continua a aparecer em reuniões e que diz muito sobre como muitas PME estão a olhar para a inteligência artificial. «Precisamos

Opinião de Ana Barros, CEO Martech Digital.

Com a assinatura “Heart2Heart Marketing”, a agência realça o posicionamento centrado nas relações humanas, assinalando que “no B2B, mais do que transações, são as relações
Desafio: Divulgar a Soul Alegria no mercado português como empresa pioneira em palhaçaria hospitalar para adultos e bem-estar corporativo.
Estratégia: Desenvolvemos uma campanha diferenciadora e emocional, com storytelling centrado na missão da marca e no percurso do fundador. Apostámos em meios de saúde e bem estar, lifestyle e impacto social para apresentar a proposta de valor.
Resultado: Presença em meios como NIT, Link to Leaders e Record Europa. A marca destacou-se pela sua originalidade e empatia, sensibilizando o mercado e criando oportunidades de parceria através de uma narrativa com impacto humano e social.
Serviços Martech: Estratégia, Relações Públicas
Desafio: Expandir para a Europa e conquistar notoriedade num mercado altamente competitivo, posicionando-se como referência em tecnologia e inovação.
Estratégia: Desenhámos uma estratégia de comunicação multicanal para construir visibilidade de forma consistente. Criámos uma linha editorial coerente e relevante para o setor, gerimos redes sociais com conteúdos estratégicos, escrevemos artigos de Blog e ativámos ações de assessoria de imprensa para garantir presença nos principais meios. A estratégia foi pensada para posicionar a marca em temas-chave, reforçando credibilidade junto de decisores e stakeholders.
Resultado: Conquista de espaço em meios de referência que ajudaram a consolidar o seu posicionamento no ecossistema tecnológico europeu, tornando-se reconhecida como player inovador.
Serviços Martech: Marketing de Conteúdo, Relações Públicas, Marketing Digital
Desafio: Garantir o posicionamento do PTC Group depois do rebranding para Luza Group como uma multinacional inovadora além do setor da engenharia.
Estratégia: Preparámos o terreno para a mudança com storytelling estratégico e impactante. Desenvolvemos uma campanha multiformato com comunicados de imprensa, entrevistas, artigos de opinião e press kit. Gerimos a relação com os media para garantir alinhamento editorial e posicionámos o CEO como porta-voz da marca.
Resultado: Mais de 50 notícias publicadas em meios de topo como Jornal Económico, ECO e TSF. Aumento de candidaturas às 200 vagas abertas. Uma transição clara, sem ruído, e que posicionou a Luza Group como marca global preparada para o futuro.
Serviços Martech: Estratégia, Relações Públicas
Desafio: Posicionar a Activewhere em mercados internacionais como uma empresa sólida, inovadora e com reputação, através da renovação da sua identidade visual e presença digital.
Estratégia: Liderámos um processo de rebranding completo, com criação de nova identidade visual e guias de marca. Reescrevemos os conteúdos do website com foco em SEO e alinhamento com a proposta de valor da marca. Aplicámos o tom de voz de forma consistente em todos os canais para refletir a nova imagem e reforçar a sua especialização.
Resultado: A Activewhere conquistou o 2º Prémio de Melhor Website nos Aqua Awards e em 7 meses as publicações nas redes sociais alcançaram 8.800 impressões.
Serviços Martech: Estratégia, Marketing de Conteúdo, Marketing Digital
Desafio: Aumentar a notoriedade da IDC em Portugal. Posicionar o seu Country Manager junto dos media nacionais como autoridade nos mercados de tecnologia.
Estratégia: Desenvolvemos uma estratégia contínua de assessoria de imprensa, focada na divulgação de estudos, análises e eventos da IDC como fontes credíveis de informação para o setor tecnológico. Posicionámos o Country Manager como opinion leader através de entrevistas, artigos de opinião e presença nos principais meios de comunicação nacionais.
Resultado: Cobertura mediática nos principais meios nacionais com mais de 15 milhões de audiência anual e AVE superior a 8 milhões de euros/ano. Consolidação da IDC como referência no setor e valorização do seu porta-voz como influenciador no mercado tecnológico.
Serviços Martech: Relações Públicas
Desafio: Definir a estratégia go-to-market da REDUNIQ para o mercado B2B e implementar nos materiais de comunicação da marca e suporte comercial.
Estratégia: Definimos o ICP e mapeámos as personas a partir de critérios de segmentação do público-alvo. Definimos o tom de voz a aplicar na comunicação da marca e o desenho da jornada de compra do cliente. Indentificámos canais e touchpoints estratégicos, por canal. Aplicámos o novo storytelling no website REDUNIQ e nos materiais de apoio à venda.
Resultado: 26 páginas de website com conteúdos otimizados para SEO e captação de leads qualificadas. Melhoria de navegação e performance. Criação e revisão de +30 materiais de apoio à venda (apresentações, guiões, flyers, brochuras, etc).
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