O papel do líder a unir gerações

OKR: o segredo de Silicon Valley que promete mudar as empresas

Por: Ana Barros, CEO Martech Digital
Meio: Link to Leaders (21 de agosto 2023)

O mundo empresarial tem enfrentado um desafio cada vez mais evidente, o chamado “gap geracional”. Millennials, Baby Boomers, Geração Y, Z, E, R, T, e todo o alfabeto que for necessário – a diferença de opiniões, perspetivas e abordagens das diferentes gerações dentro do ambiente de trabalho são cada vez mais visíveis.

Como líderes, a compreensão destas variações é fundamental para uma gestão eficaz de equipas multigeracionais e para o fortalecimento da cultura empresarial.

Sempre acreditei que é na diferença que está a proposta de valor do nosso negócio. As diversas gerações, que coexistem atualmente no mercado de trabalho, trazem consigo valores e competências distintas. Essas diferenças manifestam-se em vários aspetos, como por exemplo, através dos métodos de trabalho, da solução de problemas, da adoção de tecnologia, da interação com os colegas e também nas expetativas em relação à liderança.

Mudam-se os tempos, mudam-se as competências requeridas para o sucesso no ambiente de trabalho. Como seria de esperar, cada geração possui diferentes motivações. Segundo o estudo realizado pelo Purdue Global, os Baby Boomers costumam valorizar a estabilidade no emprego, enquanto os Millennials procuram ter um propósito e impacto social nas suas carreiras.

Enquanto as gerações “mais velhas” podem valorizar a estabilidade e longevidade na carreira, as gerações mais jovens procuram desafios e oportunidades de crescimento sem apego a bens materiais. Os mais novos já nasceram online, enquanto os mais velhos ainda “estranham” algumas tecnologias.

À medida que os anos passam, as prioridades dos colaboradores transformam-se. O líder tem um papel fundamental nesta gestão de expetativas. Muitos associam novos fenómenos como o “Bare-Minimum Mondays” e o “Quiet Quitting” à questão geracional e aqui tenho de discordar.

Creio que estes “movimentos” não se aplicam apenas às gerações mais novas, mas são transversais e muito reforçados pelos novos modelos de trabalho que passaram a ser mais híbridos, o que faz com que os inícios e finais das semanas sejam preenchidos por tarefas mais operacionais. Além disso, muitos profissionais estão insatisfeitos com os seus empregos, mas não tomam medidas proativas para mudar a sua situação. Aqui, talvez a chave seja fazer um reset, encontrar um propósito e alinhar os seus valores.

Para promover um ambiente de trabalho inclusivo e produtivo, os líderes não devem esquecer que apesar de estarem a lidar com uma camada multigeracional, não podem ceder à generalização. O preconceito de idade entre colaboradores pode ser ainda mais pronunciado, ou por ser jovem e “não saber da vida”, ou ser mais velho e “estar demasiado formatado e desatualizado”. É importante que as empresas promovam uma cultura inclusiva, combatam preconceitos e valorizem a contribuição de todas as gerações.

Mas, como manter o funcionamento harmonioso entre uma equipa multigeracional? Através da comunicação. Sem dúvida que a comunicação é um pilar fundamental e o mais sensível numa empresa. O facto das organizações de hoje terem N gerações e N culturas, é ainda mais desafiante para a comunicação entre todos. 

As diferentes perspetivas e discursos podem levar a mal-entendidos e conflitos, por isso, é importante que os líderes estejam atentos a essas diferenças e promovam uma comunicação clara e aberta. Aliás, costumo dizer que temos dois ouvidos, dois olhos e apenas uma boca, por alguma razão. A vida ensinou-me com isso que, como líderes, devemos observar mais, ouvir mais e apenas falar na hora certa.

Estas soft skills devem ser trabalhadas no líder e para a equipa, para que N gerações consigam trabalhar em conjunto, ouvindo-se, respeitando-se e complementando-se. O líder deve procurar por pessoas para a sua equipa que não sejam iguais a si, mas diferentes e complementares.

Na verdade, os colaboradores anseiam por líderes dotados de criatividade, empatia genuína e que saibam valorizar a diferença. Considero que, atualmente, não somos mais do que verdadeiros equilibristas a tentar balancear como liderar gerações diferentes (e todos os outros assuntos). Para que esta liderança empática seja possível é importante que o líder invista recorrentemente no seu desenvolvimento pessoal e autoconhecimento para que também possa gerir melhor quem está à sua volta.

Outro caminho será oferecer benefícios personalizados que atendam às necessidades específicas de cada geração. Por exemplo, a geração Z prioriza muito a saúde mental, enquanto os Millennials podem priorizar mais a construção de uma família. Ter em conta estas particularidades com horários de trabalho flexíveis e modelos de trabalho híbridos, para que possa existir o tão desejado work-life balance.

Reconhecer que diferentes gerações têm preferências distintas em relação às formas de comunicação também é essencial. Usar uma variedade de métodos, como e-mail, mensagens instantâneas e reuniões presenciais, pode melhorar a eficácia dos relacionamentos.

A superação do gap geracional é uma jornada contínua, e os líderes devem estar abertos a aprender e a crescer com as suas equipas. Quando a jornada é bem-sucedida, as empresas podem colher benefícios significativos, como maior criatividade, inovação e retenção de talento. Aproveitar as sinergias, respeitar e valorizar a diversidade geracional é fundamental para promover um ambiente de trabalho saudável e produtivo, onde todos se sintam motivados. Até porque no final do dia somos todos pessoas e devemos partilhar um objetivo comum: o sucesso da empresa e o nosso sucesso profissional.

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